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As milhas pagas pelos robotáxis da Tesla caíram 36% no Q2, em meio à estagnação do crescimento da frota.

TechCrunch
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As milhas pagas pelos robotáxis da Tesla caíram 36% no Q2, em meio à estagnação do crescimento da frota.

O serviço Robotaxi da Tesla registrou uma queda de 36% nas milhas pagas no comparativo trimestral, passando de aproximadamente 1,1 milhão de milhas no Q1 de 2026 para cerca de 700 mil milhas no Q2, segundo dados divulgados junto com o balanço do segundo trimestre em 22 de julho. A frota não supervisionada estagnou em cerca de 17 veículos ativos em Austin, abaixo do pico de aproximadamente 25 no final de abril. As ações da Tesla caíram mais de 13% nas primeiras negociações do dia seguinte à teleconferência de resultados — a maior queda intradiária do papel em mais de um ano.

O que os números realmente mostram

A queda interrompe um padrão de crescimento constante que a Tesla vinha reportando desde o lançamento do serviço não supervisionado em 2025, quando a quilometragem semanal subia cerca de 10% a cada semana. Desde o início da operação, a Tesla registrou 22 acidentes envolvendo veículos Robotaxi junto à National Highway Traffic Safety Administration. A maioria envolveu outros veículos colidindo com um Tesla parado, mas três foram causados por teleoperadores remotos que assumiram o controle de um veículo travado e acabaram batendo — incluindo um incidente em Houston onde um teleoperador dirigiu um Robotaxi contra um toco de árvore.

O CEO Elon Musk abordou diretamente a desaceleração na teleconferência, afirmando que a Tesla precisa "acumular dados de direção específicos para o Cybercab" antes de escalar ainda mais: "não temos isso para o Cybercab. Então, precisamos acumular milhas com Cybercabs adaptados com volantes e aceleração." Essa é uma admissão notável — o Cybercab construído sob medida e sem volante, que a Tesla apresentou em outubro de 2024, ainda não tem dados de direção próprios suficientes para operar de forma independente em escala, quase dois anos após sua revelação.

Um padrão que os reguladores estão monitorando

Musk foi franco sobre os riscos de um incidente grave: "se ferirmos uma única pessoa, será manchete mundial, e os reguladores agirão imediatamente." Essa declaração ganha outro peso diante da afirmação do VP de IA da Tesla, Ashok Elluswamy, de "zero incidentes notáveis" em mais de 380 mil milhas não supervisionadas — uma alegação que contrasta com a própria contagem da NHTSA de 22 acidentes registrados, ilustrando a diferença entre a narrativa interna da Tesla e o rastro regulatório documentado.

O que isso significa para o cronograma do robotaxi

Há um ano, Musk projetava que a rede de robotaxis cresceria em ritmo exponencial e alcançaria metade da população dos EUA até o final de 2025. Esse cronograma claramente atrasou: o serviço opera atualmente em seis cidades do Texas e da Flórida, com uma mistura de veículos supervisionados e não supervisionados, enquanto as operações da Tesla na região da Baía de São Francisco ainda exigem motoristas de segurança e não possuem licenças para operação autônoma. A retração nas milhas pagas no Q2 é o sinal mais claro de que a Tesla está priorizando qualidade de dados e validação de segurança em detrimento do cronograma agressivo de expansão prometido anteriormente aos investidores — uma mudança à qual o mercado respondeu de forma imediata e contundente.

Originally reported by TechCrunch. Read the original article for additional details.

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