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Intel amplia oferta de ações para US$ 20 bilhões a US$ 95 por ação para financiar fábricas de chips de IA

CNBC
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Intel amplia oferta de ações para US$ 20 bilhões a US$ 95 por ação para financiar fábricas de chips de IA

A Intel fechou uma oferta pública de ações de US$ 20 bilhões a US$ 95 por ação, ampliada desde o objetivo inicial de US$ 15 bilhões diante de uma demanda dos investidores mais forte do que o esperado. A operação, que inclui uma opção de 30 dias para os subscritores de até US$ 2,25 bilhões adicionais, derrubou as ações imediatamente em cerca de 4% no pré-mercado por preocupações com diluição — mas essa reação precisa de contexto: as ações da Intel subiram 175% só em 2026 e quintuplicaram de valor nos últimos doze meses.

Para onde vai o dinheiro

A empresa está direcionando os recursos para despesas de capital em ferramental e equipamentos de fábricas de chips, avançando em suas ambições de fabricação por contrato. A Intel também elevou sua meta de gastos de capital para 2026 para US$ 20 bilhões, acima dos US$ 18 bilhões anteriores, com a maior parte do gasto destinada a equipar suas instalações de fundição para suportar cargas de trabalho de IA.

O centro dessa inversão é o nó de processo 14A da Intel, com produção em alto volume prevista para 2028. O nó representa o desafio mais ousado da Intel à liderança de fabricação da TSMC, prometendo melhorias na densidade de transistores que permitiriam a hyperscalers executar mais inferência e computação de treinamento por wafer. Conforme reportado pela CNBC, a Intel já garantiu a Tesla como cliente confirmado do 14A, enquanto Google, Apple, AMD e Nvidia avaliam compromissos aguardando o lançamento do kit de design PDK 0.9 no final de 2026.

O fator Apple

Um sinal notável surgiu no início do ano quando o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que a Apple fabricaria processadores com a Intel — embora nenhuma das duas empresas tenha confirmado isso publicamente. O comentário acrescentou especulação de que a Apple poderia ser um dos maiores clientes de fundição aguardados, o que contribuiu para a notável valorização das ações da Intel antes da oferta dilutiva.

Por que captar agora?

Construir fábricas de semicondutores de ponta é extremamente intensivo em capital, e o negócio de fundição da Intel ainda não é autossustentável em escala. A captação de US$ 20 bilhões compra prazo para concluir os investimentos em andamento nos EUA e na Irlanda antes que as receitas do 14A comecem a fluir de fato. A alternativa — depender exclusivamente do fluxo de caixa operacional — atrasaria a construção exatamente no momento em que a demanda por chips de IA se acelera entre hyperscalers e empresas.

A aposta da Intel é clara: gastar pesado agora em capacidade de fabricação, garantir clientes de fundição antes da TSMC e capturar uma fatia da cadeia de suprimentos de chips de IA que atualmente depende quase inteiramente de um único fornecedor.

Publicado originalmente por CNBC. Leia o artigo original para mais detalhes.

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