SpaceX realiza seu 700º voo Falcon e encerra um programa de satélites da SES com mais de uma década de história

A SpaceX lançou um foguete Falcon 9 do Cape Canaveral Space Force Station no dia 13 de setembro, levando os três satélites finais da constelação broadband O3b mPOWER da SES para a órbita média terrestre. A missão, que decolou às 14h49 no horário da costa leste dos EUA, foi o 700º voo na história do programa Falcon — um número que soma 687 missões do Falcon 9 e 13 lançamentos do Falcon Heavy desde a estreia da família de foguetes em 2010.
O booster que executou a missão, de número de série B1080, realizava seu 29º voo — um indicador de como o modelo de reusabilidade da SpaceX transformou radicalmente a economia dos lançamentos espaciais desde o primeiro voo do Falcon 9. Esse único booster já carregou quatro missões de reabastecimento de carga para a Estação Espacial Internacional, o telescópio espacial Euclid da Agência Espacial Europeia, o satélite Astra 1P da SES e 22 lotes dos próprios satélites Starlink da SpaceX. Após liberar sua carga, o primeiro estágio pousou na plataforma "A Shortfall of Gravitas" — o 166º pouso registrado nessa embarcação específica e o 661º pouso bem-sucedido de um booster Falcon no total.
Uma constelação mais de uma década em construção
Os três satélites entregues neste voo — designados F11, F12 e F13 — completam a constelação O3b mPOWER de 13 satélites da SES, uma rede broadband em órbita média construída pela Boeing e voltada para clientes corporativos, governamentais e do setor marítimo que precisam de conectividade com maior largura de banda e menor latência do que os links de satélites geoestacionários tradicionais oferecem. Cada espaçonave da constelação pesa aproximadamente 1.900 quilogramas de massa seca. A SES prevê que a rede completa entre em operação plena em meados de 2027, encerrando um programa que remonta a mais de uma década ao desenvolvimento inicial do O3b mPOWER.
O marco ressalta o quanto o ritmo de lançamentos da SpaceX escalou desde os primeiros anos do programa Falcon, quando atingir sequer uma fração da taxa de voos atual parecia ambicioso. Chegar a 700 voos totais do Falcon — a esmagadora maioria realizada com boosters reutilizados, não com hardware novo — reflete uma estrutura de custos de lançamento que tornou a SpaceX a escolha padrão para uma ampla gama de cargas comerciais e governamentais, desde missões de reabastecimento até o lançamento de observatórios e grandes constelações broadband como a O3b mPOWER.
O que vem a seguir para a SES
Com os satélites finais da constelação agora em órbita, a SES entra em uma fase de verificação e comissionamento antes da entrada em serviço prevista para meados de 2027. A rede O3b mPOWER completa oferece à SES uma alternativa em MEO para competir tanto com os provedores broadband geoestacionários tradicionais quanto com as constelações em órbita baixa como Starlink e Kuiper, posicionando a empresa especificamente para clientes corporativos e governamentais cujas exigências de latência e largura de banda um satélite GEO tipicamente não consegue atender com a mesma eficiência.
Publicado originalmente por Spaceflight Now. Leia o artigo original para mais detalhes.
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