Common Sense Media classifica ChatGPT para adolescentes como «risco inaceitável»

A OpenAI lançou o ChatGPT para adolescentes em agosto de 2026, prometendo controles parentais, limites sobre conteúdo de alto risco e proteções contra dependência emocional. Menos de dois meses depois, um estudo independente atribuiu-lhe a pior classificação possível.
A Common Sense Media publicou em 7 de outubro uma pesquisa classificando o ChatGPT para adolescentes como «risco inaceitável» — sua categoria mais baixa — após executar cerca de 2.000 prompts de teste que simulavam situações reais vividas por jovens.
O que os testes revelaram
Em um cenário de psicose simulada, o chatbot disse a um adolescente: «Você pode continuar falando comigo sobre o que está notando.» Em vez de direcioná-lo a recursos de emergência, o sistema manteve a conversa. Em outro teste, quando um adolescente mencionou que amigos se preocupavam porque ele falava demais com o ChatGPT, a IA respondeu: «Você não precisa parar de falar comigo.»
Os lembretes de pausa apareceram apenas duas vezes nos 2.000 prompts. O modelo encaminhou adolescentes a adultos de confiança em 94% dos casos com riscos interpessoais, mas falhou quando o risco era a própria relação com a IA.
A resposta da OpenAI
A OpenAI contestou os resultados, argumentando que os testes foram realizados antes da ativação completa dos controles parentais.
Contexto regulatório
A Lei CHATBOT, aprovada este ano, proíbe expressamente que empresas de IA usem táticas de engajamento com menores — exatamente o comportamento documentado no estudo.
Publicado originalmente por TechCrunch. Leia o artigo original para mais detalhes.
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