Ações da Amazon disparam 9% com crescimento da AWS acelerando para 37%, o maior desde 2021

As ações da Amazon saltaram mais de 9% no after-hours em 30 de julho, depois que a empresa divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026, que superaram as estimativas de Wall Street em todos os grandes segmentos, com o crescimento da receita da AWS acelerando para 37% na comparação anual — seu ritmo mais rápido desde 2021.
AWS se destaca
Amazon Web Services gerou US$ 42,2 bilhões em receita, acima dos US$ 40,54 bilhões esperados pelos analistas, e cresceu 37% na comparação anual — bem acima da previsão de crescimento de 31% de Wall Street antes do balanço. O CEO Andy Jassy chamou a unidade de "fervilhante" no comunicado de resultados, destacando que tanto os produtos de IA da AWS quanto suas linhas de chips próprios — Trainium e Graviton — individualmente ultrapassaram US$ 25 bilhões em receita anualizada, mais que dobrando em relação ao ano anterior.
A aceleração importa no contexto: antes deste relatório, os investidores estavam monitorando de perto o crescimento da AWS depois que nuvens rivais divulgaram números fortes — o Google Cloud cresceu 82% na semana passada e o Microsoft Azure cresceu 43% no trimestre mais recente. Os 37% da AWS ainda são os mais lentos entre os três hyperscalers nessa métrica, mas a aceleração em relação aos trimestres anteriores, combinada com o negócio de IA e chips ultrapassando ambos a marca de US$ 25 bilhões em run-rate, foi o que moveu as ações, não o número de crescimento principal isoladamente.
Também supera expectativas nos demais segmentos
A receita total atingiu US$ 200,6 bilhões contra uma estimativa de US$ 196,47 bilhões, e a receita de publicidade chegou a US$ 19,81 bilhões ante US$ 19,43 bilhões esperados. O lucro por ação ficou em US$ 5,75, bem acima dos US$ 1,82 que os analistas haviam modelado — embora esse valor reflita um item único, e não um clean operating beat dessa magnitude, e os investidores tenham se concentrado mais na receita e nos números da AWS do que no número bruto de EPS.
O lado dos gastos da história
Os resultados também destacam o quanto a Amazon está gastando agora para sustentar esse crescimento. Os gastos de capital (CapEx) atingiram US$ 54,2 bilhões no trimestre, ante US$ 32,1 bilhões no ano anterior — um salto de cerca de 69%. Esse gasto empurrou o free cash flow dos últimos doze meses da Amazon para território negativo, uma saída de US$ 7,6 bilhões, em comparação com uma entrada de US$ 18,2 bilhões no mesmo período do ano passado. Para uma empresa que passou duas décadas enfatizando o free cash flow como sua métrica financeira central, uma leitura negativa — mesmo que claramente explicada pelo investimento em infraestrutura de IA — é uma mudança notável.
A guidance para o trimestre atual veio ligeiramente abaixo das expectativas: a Amazon projetou receita entre US$ 197 bilhões e US$ 202 bilhões, contra os US$ 204,1 bilhões que os analistas haviam modelado, uma diferença que a empresa atribuiu em parte a comparações anuais difíceis após ter adiantado o evento Prime Day deste ano no calendário.
O que isso sinaliza para o ciclo de infraestrutura de IA
Os resultados da Amazon chegam na mesma semana do marco do Microsoft Azure e dos lucros recordes de chips da Samsung — três pontos de dados separados apontando todos na mesma direção: a demanda por infraestrutura de IA ainda está acelerando, não estabilizando, mesmo enquanto o capital sendo despejado atinge níveis que começam a sobrecarregar visivelmente métricas financeiras tradicionais como o free cash flow. Se esse trade-off continua aceitável para os investidores depende de se as taxas de crescimento aceleradas da AWS, Azure e Google Cloud continuam a justificar os gastos, ou se a paciência do mercado acaba primeiro. Os resultados foram confirmados via cobertura de balanços da CNBC.
Originally reported by CNBC. Read the original article for additional details.
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